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Governo garante assistência e produtores ampliam área com plantio de algodão

Com incentivo do Governo do Estado, agricultores paraibanos retomam o cultivo de algodão. Graças ao Projeto Algodão Paraíba, eles recebem acompanhamento contínuo da Emater, empresa integrante da Gestão Unificada, e registram, na atual safra, um aumento em mais de cem por cento da área plantada e do número de famílias inseridas na atividade.

A proposta do governo é a retomada desta cultura que envolve toda a família na atividade, de maneira sustentável.

Algodão DSC_0363.JPGSeguindo corretamente o calendário de cultivo, os agricultores demonstram confiança na retomada da atividade que, sendo agrocológico, tem mercado e preço garantidos. A iniciativa conta com a participação da Embrapa, e também a parceria da Indústria Têxtil Norfil S/A que garante a compra de toda a produção mediante contrato já assinado com os agricultores.

A programação prevê para este ano cerca de 150 famílias agricultoras inseridas nesta atividade em sete regiões administrativas da Emater, numa área de aproximadamente 180 hectares. A orientação dos extensionistas é para que o cultivo seja de forma consorciada com as culturas de milho, feijão e gergelim dando oportunidade de ampliar a renda familiar, a segurança alimentar e nutricional das pessoas envolvidas na atividade.

Algodão DSC_0367.JPGVisitas técnicas – Extensionistas rurais e pesquisadores realizam constantes visitas aos agricultores integrantes do projeto para orientar e acompanhar o desenvolvimento da cultura do algodão. Nestas visitas, a exemplo da realizada na semana passada a produtores dos municípios de São José de Espinharas, Sousa, Nazarezinho, Itaporanga e Santana dos Garrotes, os técnicos Dalfran Gonçalves, da Embrapa e Ricardo Pereira, da Emater, constaram que as plantações estão sendo conduzidas dentro das exigências para se obter algodão agroecológico.

O agricultor Cosmo Sousa de Morais, do Sitio Cajazeiras, em São José de Espinharas, demonstrou satisfação em participar deste projeto de revitalização do algodão, e lembrou que a última vez que havia plantado esta cultura no foi no ano de 1982. Atendendo a um convite da Emater decidiu voltar a plantar. “Agora, ainda mais, com a orientação técnica e acompanhamento para a produção de algodão agroecológico, continuar todos os anos com essa atividade”, disse.

Algodão DSC_0480.JPGNo perímetro irrigado de São Gonçalo, onde a seca reduziu as plantações de coco, alguns agricultores foram orientados a plantar algodão e outras culturas, como milho, feijão e gergelim. Como é o caso de Raimundo Sales Guimarães, que voltou a cultivar algodão depois de convidado pela Emater.

Outro que também optou por voltar a plantar algodão foi Alcino Alves Pedrosa, do Sítio Trapiá, em Nazarezinho, que estimulado pelos extensionistas e com a garantia de preço, decidiu plantar algodão. “Vamos esperar a colheita, verificar os resultados e tocar para frente com novas plantações de algodão”, comentando que já trabalhou com essa cultura.

Algodão DSC_0488.JPGNo Sítio Pedra Redonda, em Santana dos Garrotes, o agricultor José Nildo Leite, que nunca tinha cultivado algodão, agora, com a orientação dos técnicos decidiu pelo cultivo agroecológico e demonstrou interesse de continuar com essa atividade no próximo ano. Seu vizinho Antônio Faustino Neto, do Sítio Barrinhos, que deixou de plantar algodão devido a praga do bicudo, mas agora com a garantia de comercialização e assistência técnica, decidiu plantar dois hectares.

Assim, o Governo do Estado, através do Projeto Algodão Paraíba, numa parceria de resultados entre a Emater-PB, entidades parceiras e o produtor rural retornam o cultivo do antigo “ouro branco”, agora, ecológico e com o compromisso de comercialização junto a indústria têxtil.  

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